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veja quando correr com dor é um sinal de um problema

Correr com dor: o que você precisa saber

O enaltecimento da cultura do “sem dor, sem ganho” é cada vez mais perigoso na corrida, principalmente em corredores amadores. Mas afinal, correr com dor é indicado em algumas situações? Entenda quando ignorar esse cenário pode colocar seu rendimento nos treinos e até a saúde em risco.

“Se não teve dor, não teve merecimento”, “Só se chega longe quando se aprender a suportar a dor”, “Está fácil? Então está errado”. Quantas vezes ouvimos frases como essa serem exaltadas entre praticantes de uma modalidade? Com a corrida, não é diferente. Distâncias como a maratona carregam uma espécie de “selo de sofrimento”, onde o corredor já projeta sentir certas dores na jornada.

Mas será que isso está correto? Correr com dor deve ser algo visto como natural em determinadas circunstâncias ou distâncias? É o que vamos esclarecer para você a partir de agora.

Correr com dor é normal?

Nosso corpo vive em constante adaptação. Para o bem, ou para o mal. Se  estamos sedentários, ele se adapta para gerar menos energia, levando a esse círculo vicioso “quanto menos fazemos, menos queremos fazer”.  Mas as adaptações que levam o corpo a economizar energia são as mais fáceis. Afinal, elas levam a uma queda do gasto calórico, do metabolismo, e do condicionamento físico. E dificilmente veremos alguém cansado se ele não estiver fazendo nada.

Porém, quando uma pessoa começa a se exercitar, como um corredor iniciante, por exemplo, o corpo terá que trabalhar mais. Ou seja, se adaptar. Por isso, dores musculares e até mesmo nas articulações são comuns nesse momento. É o corpo “sofrendo” para se adaptar a essa nova exigência.

Portanto, correr com dor nesse processo de adaptação, desde que o desconforto vá reduzindo gradualmente, é normal e recomendado. Isso vale não apenas para quem está começando a correr, bem como corredores mais experientes que estão voltando a treinar, ou realizando uma nova programação.

Quando correr com dor de torna um problema

Quem faz atividade física de uma forma geral, da natação ao treinamento funcional, em algum momento terá algum tipo de dor. Ás vezes pode ser um movimento errado. Em outros casos, um cansaço acumulado ao longo das semanas ou daquela sessão de treino.

O maior problema de correr com dor é quando ela se torna um padrão. Como explicamos antes, as “dores do treino” são normais no treinamento de corrida quando falamos de iniciantes, retorno aos treinos ou semanas muito desgastantes. Mas a dor de adaptação é diferente em relação à correr com dor constante. Você não pode sentir desconforto sempre que vai treinar. Se isso acontece, tem algo errado.

Existem três formas de descobrir quando a dor na corrida sinaliza um problema ou se ela é parte do processo: frequência, escala e localização da dor.

Frequência da dor

Se você vai correr e sente dores, mesmo em treinos mais tranquilos como um regenerativo, ou corridas mais curtas e não tão intensas, um sinal de alerta deve acender.

Muitas vezes essa mesma dor também começa a incomodar fora dos treinos. Se isso estiver acontecendo, fique muito atento e converse com seu treinador para reduzir ou mesmo interromper os treinos, pois vocêe já pode estar com algum tipo de lesão em desenvolvimento.

Escala de dor

Quando correr com dor faz parte de um período adaptativo, as dores irão reduzir gradualmente, conforme já explicado. Mas quando a dor aumenta a cada treino, cada aumento de volume, é necessário verificar e reorganizar sua planilha de treinos.

Nesse cenário, é recomendado fazer liberação miofascial pré e pós treino, dependendo da região de dor. Além disso, passar por uma avaliação funcional e sessões preventivas de fisioterapia podem acabar com o problema, principalmente se feito nos estágios iniciais.

Caso não surta efeito, o ideal é se consultar com um ortopedista do esporte. Não corra com dor nessas condições

Localização da dor

Quando as dores de treino nos atingem de forma “natural”, elas não ficam restritas a pontos específicos. Ora o corredor pode sentir o joelho, ora o tornozelo, e assim por diante. O importante é ter em mente que não há um padrão nem periodicidade. Já em casos de um problema surgindo, a dor se concentra em regiões específicas, e vai progredindo.

Observar a postura na corrida, realizar treinos de fortalecimento e aquecer bem antes de correr podem evitar esse problema.

Ficou mais claro quando correr com dor é normal, e quando você deve rever sua rotina? Comente com a gente, e não deixe de ler outras matérias sobre o tema.

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